2 de janeiro de 2012

A vida nova em Cristo e a Identidade Católica


“Se alguém está em Cristo, é criatura nova”
(2Cor 5, 17a)


Vivemos um tempo de mudanças radicais. Os problemas sociais se agravam com a diversidade de comportamentos. Cada um julga possuir a verdade. É comum a pessoa definir valores e normas por conta própria e adotar a sua moral pessoal. O discípulo de Jesus, porém, não cria valores e normas. Ele os recebe da Igreja e os vive de modo consciente e responsável. A Igreja, por sua vez, os fundamenta na Sagrada Escritura, na Tradição e na Lei natural, estabelecendo um diálogo fecundo com os diversos campos do saber e da cultura, para compreender melhor a natureza humana, a vida social e os desafios contemporâneos.
A Moral cristã é expressão da adesão a Jesus Cristo e se manifesta na prática dos valores evangélicos (entenda-se como aqueles valores do evangelho cristão): caridade, fraternidade, justiça, misericórdia, solidariedade, defesa da vida e da dignidade da pessoa. Portanto, não deve ser vista como um conjunto de normas sem sentido ou um código frio de leis e de proibições. A conduta do discípulo de Jesus é a realização, na sua vida, das palavras e atitudes do Mestre. A fé que professa e celebra é alimentada na comunidade e concretizada no seu cotidiano.
Vida nova em Cristo é graça de Deus, que frutifica nossa participação na construção da história. Viver em Cristo é não se acostumar e nem se acomodar às estruturas injustas da sociedade, mas transformar o próprio jeito de pensar e de agir, discernindo o que é bom e agradável a Deus na busca constante do processo de conversão.
              Cristo é o caminho; segui-lo significa buscar a vida plena, a realização do Reino. A fidelidade criativa e responsável a Jesus é dom precioso oferecido por Deus, ao qual devemos responder com a nossa vida. Tal resposta é chamada a ser uma atitude amorosa, agradecida, capaz de multiplicar e distribuir o bem que ele nos legou.





(Referência: Conferência Nacional dos Bispos do Brasil; Sou Católico: Vivo minha Fé. Brasília, Edições CNBB, 2007; p. 123-124; 3ª ed.)